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Eficiência Energética é uma saída viável para a crise

Postado por: Ricardo Anders - Em: 07/09/2016

Desde a Pré-História, o homem tem usado a inteligência para criar mecanismos que reduzam o esforço e aumentem seu conforto. Ao dominar a técnica do fogo, melhorou sua alimentação, iluminação e segurança. Inventou a roda e outros mecanismos que multiplicaram sua força física e facilitaram o transporte. Descobriu a força das águas, dos ventos e domesticou animais, usando a força de cavalos e bois para o trabalho. Milhares de anos se passaram até que um fato marcou a história da energia: a invenção da máquina a vapor, um símbolo energético da Revolução Industrial.

O fogo então foi transformado em movimento. Isso permitiu a construção de grandes fábricas e sua aplicação nos transportes. Nesse período, o uso dos combustíveis fósseis (carvão mineral, petróleo e gás natural) também evoluíram bastante. Até hoje representam a mais importante fonte de energia, inclusive gerando tecnologias mais avançadas. Mas foi apenas há pouco mais de 100 anos que surgiu a energia elétrica, símbolo da Era da Informação. Através dela, outras formas de energia puderam se transformar com eficiência, como: calor, iluminação e energia mecânica.

Entretanto, gerar e distribuir energia tem um custo. E há perdas neste processo. Assim, a Eficiência Energética é uma atividade que procura melhorar o uso das fontes de energia. A utilização racional de energia, às vezes chamada simplesmente de eficiência energética, consiste em usar de modo eficiente a energia para se obter um determinado resultado. Por definição, a eficiência energética consiste da relação entre a quantidade de energia empregada em uma atividade e aquela disponibilizada para sua realização.

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A utilização das energias renováveis como fonte de energia para consumo, quer de climatização como de aquecimento de águas sanitárias e de piscinas ou geração de energia elétrica, é uma das formas mais eficientes de reduzir o consumo de energias de combustíveis fósseis. A instalação de painéis solares térmicos na cobertura dos edifícios pode representar uma redução de 60% no consumo de energia para aquecimento de águas sanitárias. Módulos fotovoltaicos podem garantir a independência do cliente na geração de energia elétrica. Entretanto deve-se considerar que mesmo em fontes limpas, sua eficiência está atrelada a sua taxa de consumo e não à fonte geradora. Ou seja, de nada adianta instalar coletores ou módulos solares e continuar desperdiçando água ou energia elétrica.

A eficiência energética e as energias renováveis são os “dois pilares” da política energética sustentável.

Os equipamentos em nossa casa, escritório, o nosso carro, a iluminação nas nossas ruas e até as centrais que produzem e distribuem a nossa energia, quer ela seja eletricidade, gás natural ou outra, consomem de alguma forma uma fonte de energia. Edifícios energeticamente eficientes, processos industriais e de transporte poderiam reduzir em até 30% as necessidades energéticas do mundo em 2050, e será essencial no controle das emissões globais de gases com efeito de estufa.

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A adoção de soluções ou medidas eficientemente energéticas em edifícios pode passar como por exemplo, por colocar um isolamento térmico de modo a se consumir menos energia para aquecimento e arrefecimento mantendo a mesma temperatura, instalar lâmpadas econômicas em vez de lâmpadas incandescentes para atingir o mesmo nível de iluminação. Pontos de monitoramento no processo permitem compreender onde a energia é consumida, melhorando a sua eficiência.

Como exemplos de medidas de economia de energia que contribuem para uma maior eficiência energética temos:

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Nas residências, a iniciativa mais comum hoje em dia é a substituição de lâmpadas comuns pelas novas e eficientes lâmpadas de LED. As aposentadas lâmpadas comuns (que convertiam boa parte da energia em calor, e não em luz) estão sendo substituídas por novas tecnologias. A lâmpada de LED – a mais eficiente de todas – apresenta as vantagens de possuir um consumo de até 10 vezes menor que as antigas lâmpadas comuns aliado à uma vida útil de até 25 anos, representando globalmente uma economia de até 95%.

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Já nas indústrias – setor que é responsável por mais de 36% do consumo de energia elétrica no Brasil – a força motriz é responsável por mais de dois terços do consumo neste segmento. Nas indústrias químicas e de cimento por exemplo, a força motriz pode responder por até 99% do consumo industrial. Se reduzirmos em 5% a energia elétrica destinada aos motores na indústria, a economia anual poderá chegar a 5,8 bilhões de kWh (o equivalente a R$2,9 bilhões anuais). Isto por si só justifica os enormes esforços empregados pela legislação brasileira para aumentar a eficiência dos motores elétricos. Desta forma, a partir de jun/2010 todos os novos motores comercializados no país passaram a ser de alto rendimento. Entretanto, ainda contamos com um parque fabril antigo e pouco eficiente cuja substituição por motores mais modernos representa uma enorme economia.

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Mais importante que reduzir o consumo de instalações já construídas é buscar conceber novos projetos em que a preocupação energética seja uma diretriz presente desde o início do projeto. Construções com arquitetura voltada à eficiência energética nascem com uma demanda muito menor de energia. Prever desde o início do projeto a instalação de sistemas energéticos inteligentes não só diminui globalmente o custo de operação do prédio, mas também apresenta um custo de construção inferior às eventuais adaptações em um prédio antigo. Assim, há uma tendência cada vez maior de integrar-se novas tecnologias eficientes nos edifícios mais modernos.

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Como todo país em desenvolvimento, o Brasil tem uma grande demanda reprimida de energia – mas os índices nacionais de perda e desperdício de eletricidade também são altos. Enquanto a União Europeia assume cada vez mais seu papel na redução do consumo de energia e na eliminação do desperdício energético como uma questão determinante para a sua política energética, o total desperdiçado no Brasil chega a 40 milhões de kW, ou a US$ 2,8 bilhões, por ano segundo o Procel. Os consumidores – indústrias, residências e comércio – desperdiçam 22 milhões de kW; as concessionárias de energia, por sua vez, com perdas técnicas e problemas na distribuição, são responsáveis pelos 18 milhões de kW restantes.

Temos, porém, no Brasil boas iniciativas, como por exemplo, o Selo PROCEL, tendo como finalidade ser uma ferramenta simples e eficaz que permite ao consumidor conhecer, entre os equipamentos e eletrodomésticos à disposição no mercado, os mais eficientes e que consomem menos energia. Criado pelo Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica – Procel, o Selo Procel foi instituído em 1993. A partir de sua criação, foram firmadas parcerias com o objetivo de estimular a disponibilidade, no mercado brasileiro, de equipamentos cada vez mais eficientes. Para isso, são estabelecidos índices de consumo e desempenho para cada categoria de equipamento. Cada equipamento candidato ao Selo deve ser submetido a ensaios em laboratórios. Apenas os produtos que atingem esses índices são contemplados com o Selo Procel.

Portanto qualquer política energética deve estimular a eficiência e o combate ao desperdício por meio de instrumentos de regulação – como a especificação de códigos com consumo máximo de energia em construções ou padrão de desempenho e melhorias em equipamentos para garantir a incorporação de novas tecnologias, mais eficientes, pelos fabricantes. E particularmente neste momento de crise na economia brasileira, a eficiência energética é uma importante ferramenta para permitir que residências, comércios ou indústrias reduzam seu consumo de energia e, portanto, tenham um menor custo operacional.

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Neste contexto, a Fator Solar passa a partir de agora a também oferecer este serviço de consultoria. A busca por redução das despesas com energia está dentro do escopo de trabalho da Fator Solar. Ademais, ações que busquem a eficiência energética de seus clientes permitirão, ao reduzir-se sua demanda por energia, prever um sistema fotovoltaico de menor potência e, portanto, demandando menor área ocupada em telhado e, evidentemente, um investimento menor. Desta forma, a associação de eficiência energética com energias renováveis é garantia de maior economia e satisfação dos nossos clientes. Entre em contato e agende uma conversa inicial sobre a sua necessidade!

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